Somente Jesus

INTRODUÇÃO DO SERMÃO: Somente Jesus, Sermão Nº 924. Pregado na manhã do Dia do Senhor, em 3 de abril de 1870. Por C. H. Spurgeon, no Tabernáculo Metropolitano, Newington.

“Ao erguer os olhos, a ninguém mais viram, senão somente a Jesus.” (Mateus 17:8 — KJV)

As últimas palavras nos bastarão para um texto, “somente a Jesus”. Quando Pedro viu o Senhor com Moisés e Elias, ele exclamou: “Mestre, é bom estar aqui”, como se ele desse a entender que era melhor estar com Jesus, Moisés e Elias, do que estar apenas com Jesus. Agora era certamente bom que pela primeira vez em sua vida, ele visse a Cristo transfigurado com os representantes da Lei e dos Profetas; isto seria, para aquela ocasião especial, a melhor visão que ele podia ver, mas como uma coisa normal, um êxtase tão sublime não teria sido bom para os discípulos, e o próprio Pedro logo descobriu isso, pois quando a nuvem luminosa lhe ofuscou, e a voz foi ouvida do Céu, nós achamos que ele com o restante, tornaram-se mui temerosos.

A melhor coisa, depois de tudo, para Pedro não era a tensão excessiva da transfiguração, nem a companhia deleitosa dos dois grandes espíritos que apareceram com Jesus, mas a igualmente gloriosa, porém menos empolgante associação com “somente Jesus”.

Na dependência disto, Irmãos e Irmãs, experiências extasiantes e emocionantes, e prazeres arrebatadores, embora possam ser úteis como refrigérios ocasionais, não seriam tão bons quanto aquela tranquila comunhão comum, porém deleitosa, com “somente Jesus”; isto é o que deve ser a distintiva marca de toda a vida Cristã! Enquanto os discípulos subiam a montanha ao lado de Jesus somente, e enquanto eles retornaram com a multidão com Jesus somente, eles estiveram em tão boa companhia como quando eles estavam no cume da montanha com Moisés e Elias também. E, embora Jesus Cristo em Sua habitação comum, e em Seu traje comum não pudesse deste modo deslumbrar os seus olhos como quando viram Suas vestes resplandecentes como a luz, e o Seu rosto brilhando como o sol, ainda assim Ele realmente era tão glorioso, e Sua Companhia absolutamente benéfica! Quando O viram em Sua veste de todos os dias, Sua presença era tão útil a eles como quando Ele vestiu a Si mesmo em esplendor! “Somente Jesus” é, afinal, sobre o todo, uma coisa melhor do que Jesus, Moisés e Elias. “Somente Jesus”, como o Jesus comum, o Cristo de todos os dias; o Homem andando entre os homens, falando em segredo com os Seus discípulos, é uma coisa melhor para uma continuidade, enquanto estamos neste corpo, do que até mesmo a visão do próprio Jesus na excelência de Sua Majestade.

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Charles Haddon Spurgeon

Charles Haddon Spurgeon, referido como C. H. Spurgeon (Kelvedon, Essex, 19 de junho de 1834 — Menton, 31 de janeiro de 1892), foi um pregador batista calvinista britânico. Converteu-se ao cristianismo em 6 de janeiro de 1850, aos quinze anos de idade. Desde o início do ministério, seu talento para a exposição dos textos bíblicos foi considerado extraordinário. Sua excelência na pregação das Escrituras Bíblicas lhe renderam o título de O Príncipe dos Pregadores e O Último dos Puritanos (Fonte: Wikipedia)