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Lázaro: O Código!

Lázaro ficou enfermo, Marta e Maria mandam uma mensagem para Jesus, dizendo: “aquele que tu amas está enfermo”.

Nesta família Lázaro representava a “força”, além disto, representava a família nos aspectos que, no contexto daquela cultura, demandavam a masculinidade. Para esta família, Lázaro é um símbolo muito especial.

Espiritualidade e Humanidade

Para aquelas duas mulheres, perder este referencial foi muito angustiante, como o é a perda de um familiar, sobretudo, aquele de grande proximidade. Dor é a palavra! Como se sabe, as pessoas reagem de formas diferentes diante de perda ou da ameaça da perda! Neste sentido, Bousso (2008) afirma que:

O impacto perturbador da morte ou da ameaça de perda sobre o equilíbrio funcional da família precisa ser compreendido considerando a intensidade da reação emocional, enquanto comandada pelo nível de integração emocional da família no momento da perda[1].

  • A nossa alma foi criptografada por laços de amor e cordas humano!
  • Uma criptografia de amor permite uma visibilidade de conteúdo, mas não uma fragilidade inconsequente!
  • Quem usa um código tem certeza que o destinatário sabe como descodificar!

Não precisa muito esforço de leitura do texto bíblico para perceber que o “nível de integração emocional da família” de Marta, Lázaro e Maria é intenso e, neste caso, o nível de sofrimento psíquico pela perda será também intenso. Até o momento da ameaça, aparentemente Marta e Maria reagem com certa tranquilidade e apresentam uma certa paridade de equilíbrio, pois o texto diz que mandaram uma mensagem para Jesus. O texto não diz de quem foi a iniciativa, apenas que “mandaram dizer a Jesus” (João 11:3). Mas como veremos, com a ameaça concretizada, cada uma reagirá de forma diferente.

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A minha tem um código, criptografado no alto da Cruz, em Cristo.

Marta e Maria tinham certeza da amizade com Jesus porque esta família se relacionava com Jesus em uma amizade sincera. “Aquele que tu amas está enfermo” foi uma construção, vivência, e é resultado de conversas à mesa em horas alegres de refeições. Elas poderiam ter dito apenas: “Lázaro está enfermo”. Certamente! O nome próprio, numa relação de amor, sempre será representado pela qualificação: “Aquele que amas…”. Isto é maravilhoso aos nossos olhos! O apóstolo Paulo, falando da intervenção do Eterno em favor daqueles que reconheceram o senhorio de Cristo e o receberam como Salvador, ele afirma dizendo: “Ele nos resgatou do domínio das trevas e nos transportou para. o reino do seu Filho amado.” (Colossenses 1:13). “Filho amado” é o que Jesus é. A qualificação esconde o nome próprio. Lázaro era muito mais que Lázaro, Lázaro era aquele que Jesus amava.


[1] BOUSSO, Regina Szylit. A teoria dos sistemas familiares como referencial para pesquisas com famílias que experienciam a doença e a morte. Revista Mineira de Enfermagem, Belo Horizonte, 2008, v.12, n.2, p.257-261.

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