Casamento [deveria ser como] Flor de Cactos

O título deste livro me leva, inicialmente, a fazer uma observação fundamental. Sou do tipo que é muito reticente aos títulos, quer de livros, palestras ou processos, que se configuram no “como”. O “como”, aplicado de forma prescritiva: “como ficar rico”, “como conquistar um (a) esposa (o) em sete dias” ou coisa do gênero. O motivo destas descrença em “receitas” para salvar ou manter o casamento é porque não existe uma receita que seja aplicável de forma eficiente, porque cada ambiente relacional é absolutamente único! Um e outro destes “como”, no aspecto geral, aqui e ali, tem algo que serve para este e aquele relacionamento, mas nunca abarca a necessidade em si. Toda resolução para problemas relacionais jaz dentro do próprio relacionamento.

Neste livro, o “deveria ser como”, que a propósito, está no corpo do título e se configura entre colchetes, mesmo sendo claro, devo dizer que se aplica de forma exclusivamente descritiva [e não prescritiva], portanto, comparativamente, pois o cacto, nomeadamente, a flor, é o elemento metafórico em relação ao casamento.

O “deveria” é uma ação condicional à própria estrutura particular de cada relacionamento, que tomando a metáfora da flor de cactos, pode ou não tirar daí alguma lição positiva que vá servir para fortalecer o relacionamento. O “deveria” é uma ação no futuro do pretérito. O deveria ser como, descreve e não prescreve.

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