AMANHECENDO NA PRAIA COM JESUS

Seja bem-vindo ao trecho do versículo 1 ao 19 do capítulo vinte e um de João.

O presente texto é apenas uma pequena reflexão-aplicativa, que tem como base, no meu modo de entender, um dos momentos mais significativos na vida dos apóstolos, que foi o “Amanhecer Na Praia Com Jesus”. É uma poesia; é uma declamação sobre a vida! É o Caminho. É o Projeto.

Imagino que, se os discípulos e apóstolos, ao longo do ministério terreno de Jesus, viveram momentos de tensão, quero crer, todavia, que os momentos subsequentes à prisão de Cristo, até a sua ascensão, devam ter sido os momentos mais tenso destes homens e mulheres que seguiam o Mestre da Galileia.

A notícia da sua ressurreição foi um misto de alegria com incredulidade! E o convite para o encontro junto ao Mar da Galileia, ao meu ver, deixa o ambiente cheio de indagações! Eles foram! Foi um encontro com alguns.

A Bíblia não nos diz o motivo porque apenas alguns foram! São eles: “Simão Pedro, Tomé, chamado Dídimo, Natanael, que era de Caná da Galileia, os filhos de Zebedeu (Tiago e João) e mais dois dos seus discípulos, estavam juntos” (João 21:2). Sete homens e o mistério! Sete homens e o encontro com o Ressurreto.

Quando Maria, a Madalena, volta com as Boas Novas da Ressurreição, há uma especifidade que merece destaque: “mas ide, dizei a seus discípulos, e a Pedroque ele vai adiante de vós para a Galileia; ali o vereis, como ele vos disse” (Marcos 16:7). Como se pode observar, o único que foi chamado, para este encontro, pelo nome foi Pedro[1].

Portanto, não foi um amanhecer qualquer, foi diferente dos outros amanheceres que eles tenham vivenciados juntos. Este foi essencialmente diferente. Aconteceu entre a ressurreição e a ascensão.

Aquele amanhecer foi singular para aqueles homens, pois como em nenhum outro momento, ali há uma verdadeira manifestação do sentimento humano.

Ali se expressa a dor do “eu vou pescar… nós também vamos contigo”. É a expressão da saudade. Será que foi em vão? Ali acontece a frustração do passar a noite inteira tarrafeando e não apanhar absolutamente nada. É a frustração diante da experiência. Ali há a agradável surpresa das brasas, peixe e pão. É a alegria do participar depois do milagre. Ali acontece o gratificante convite do vinde, comei. É a graça alentadora do ato do partir do pão, da comunhão. Ali acontece a desafiante pergunta do “tu me amas”.

É desejo de Deus querer ver a nossa expressão de vida, o “Senhor, tu sabes de todas as coisas”.

Sejam bem-vindos!


Trilogia da Alma – Livro III


[1] Sobre Pedro, tem um projeto editorial chamado “Pedro: o Apóstolo – a expressão do humano”.

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