Casamento [deveria ser] Como Flor de Cactos

O título deste livro me leva, inicialmente, a fazer uma observação fundamental. Sou do tipo que é muito reticente aos títulos, quer de livros, palestras ou processos, que se configuram no “como”. O “como”, aplicado de forma prescritiva: “como ficar rico”, “como conquistar um (a) esposa (o) em sete dias” ou coisa do gênero. O motivo destas descrença em “receitas” para salvar ou manter o casamento é porque não existe uma receita que seja aplicável de forma eficiente, porque cada ambiente relacional é absolutamente único! Um e outro destes “como”, no aspecto geral, aqui e ali, tem algo que serve para este e aquele relacionamento, mas nunca abarca a necessidade em si. Toda resolução para problemas relacionais jaz dentro do próprio relacionamento.

Neste livro, o “deveria ser como”, que a propósito, está no corpo do título e se configura entre colchetes, mesmo sendo claro, devo dizer que se aplica de forma exclusivamente descritiva [e não prescritiva], portanto, comparativamente, pois o cacto, nomeadamente, a flor, é o elemento metafórico em relação ao casamento.

O “deveria” é uma ação condicional à própria estrutura particular de cada relacionamento, que tomando a metáfora da flor de cactos, pode ou não tirar daí alguma lição positiva que vá servir para fortalecer o relacionamento. O “deveria” é uma ação no futuro do pretérito. O deveria ser como, descreve e não prescreve.

Casamento e Flor de Cactos: O casamento DEVERIA SER COMO! Faço uso da flor de cactos para significar o casamento, o relacionamento, a partir de quais elementos? A partir da escolha de três elementos, que considerei atribuir significados à flor de cactos: 1) brota e cresce entre espinhos; 2) adapta-se ao ambiente; 3) não perde a beleza.

Estes três elementos são arbitrários, no sentido de dizer, que são percepções deste autor e significa dizer que não são absolutos e únicos; outras pessoas podem observar outros significados. A escolha destes três, ao meu ver, expressa bem o meu objetivo no desenvolvimento desta abordagem.

Aqui, cabe três notas.

Primeiro, é a relação que existe entre o cactos e as suculentas. Esta relação, se faz pela característica essencial dos cactos e, também das suculentas, em manter água dentro da sua estrutura. Todavia, existe algumas diferenças fundamentais, a principal delas, é que a grandíssima maioria dos cactos têm apenas caule e espinhos, enquanto as suculentas têm folhas e, dificilmente, quase nunca, têm espinhos.

A segunda nota, diz respeito ao uso do código QR (Quick Response) no corpo do texto. Bem, não sei se é inédito (acho que nã0), mas, até o momento, ainda não vi em nenhum livro que li. Já vi na contracapa, próximo ao código de barras, mas apenas para conduzir o(a) leitor(a) para as informações sobre o próprio livro. Aqui, estou conduzindo o leitor para uma interação online com o conteúdo do livro que está nas mãos do leitor. Ao fazer a leitura do código, com o aparelho de celular, que tenha instalado um aplicativo para este fim, o leitor será conduzido para uma página de internet. Neste caso, a página será uma bibliografia (texto apenas referenciado pelo sobrenome do autor e ano de publicação, mas não foram citados) e outras, para as imagens sobre as flores do cactos. Assim, o(a) leitor(a) para visualizar as imagens, basta direcionar aplicativo de QR do aparelho do celular para o respectivo código. Se não tem o aplicativo de leitor de QR code, basta baixar em qualquer Play Store.

A terceira nota, é que a “Referência Bibliográfica” usei, não no final do livro, mas em notas de rodapé, nas respectivas páginas citadas.

Bem, aos fatos!

Como este livro é devocional, na perspectiva bíblica e temos que seguir a proposta metafórica do seu título, tenho que abster-me das informações, essencialmente técnicas e acadêmicas sobre as flores de cactos, fazer uso de aspectos devocionais, a partir do “universo” dos cactos e, neste caso, das suas flores.

Mesmo o uso destes aspectos metafóricos, acontecerá de forma arbitrária, visto que outra pessoa poderia muito bem, perceber outros aspectos.

Assim, o que nos resta é, fundamentalmente, o aspecto devocional do livro, onde o nobre leitor captará aquilo que lhe for mais peculiar, aquilo que, de alguma forma, faz sentido ou diz respeito à sua experiência conjugal, quer como casados, noivos ou namorados.

No primeiro capítulo – Significado do Casamento – faço uma exposição, não de definição no sentido lato do termo, mas uma incursão articulando a questão do sentido quanto ao questionamento: casamento tem muitos significados ou muitos significantes?

Este questionamento vai ser respondido dentro dos tópicos principais do capítulo: 1) casamento como signo linguístico; 2) casamento como projeção no mundo; 3) elementos significativos do casamento: paradigma bíblico; 4) o estabelecimento de sentido: “O que eu Significo para você? ”. Sendo que neste último tópico aqui – o que eu significo para você – faça alguns comentários inéditos, todavia, toda base destes comentários vêm do livro “Amar é Comportamento”, que é o livro 1 da série Conjugalidade.

O segundo capítulo – Cada Casamento é Único – com um pequeno suporte bibliográfico, foco na questão da individualidade e conjugalidade, que se articula em três questões: 1) na diversidade das “espécies” existe a beleza da existência; 2) individualidade e conjugalidade; 3) beleza da flor: fecundação.

No Capítulo III, faço a primeira aplicação, – Brota e Cresce entre Espinhos – sendo as escolhas: primeira escolha: Há flores que se um dia já foram espinhos; segunda escolha: Há espinho que se “confunde” com pólen; terceira escolha: Que os espinhos, juntos à flor, desempenham uma função.

No Capítulo IV, faço a segunda aplicação, – adapta-se ao ambiente – sendo as escolhas: primeira escolha: o deserto, implica tanto calor, como frio; segunda escolha: há flores que são diurnas e outras que são noturnas; terceira escolha: adaptar, implica em produzir, reconhecer e respeitar as diferenças.

No Capítulo V, faço a terceira aplicação, – não perde a beleza – sendo as escolhas: primeira escolha: a diversidade de gênero e espécie imprime a diversidade das flores; segunda escolha: há flores que são pequenas, outras são grandes; terceira aplicação: há flores que são populares, outras são, extremamente, raras.

Por fim, devo dizer que se os(as) leitores(as) me acompanharem em outros livros hão de perceber que existe uma eixo de articulação quanto ao tema conjugalidade. Isto significa dizer que certos pensamentos vão se repetir, aqui e ali, como as mesmas palavras ou ditos de forma diferente.

Quanto ao mais, boa leitura Cactaceae.

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