No Prelo

Mimosa pudica

Este post é um recorte deste livro (no prelo).

Mimosa pudica: possivelmente, se o leitor não for um botânico ou um profundo amante da natureza, e, sobretudo, daqueles que gostam de observar em detalhes, não saiba o que seja a Mimosa Pudica. Mas é possível que conheças alguns destes nomes: dorme-dorme, planta-sensitiva, dormideira, arranhadeira, caá-eó, erva-viva, iuquiri, junquer, juquiri, juquiri-rasteiro, malícia, malícia-das-mulheres, malícia-de-mulher, malícia-roxa, morre-joão, não-me-toques, vergonha, vergonhosa. E, quiçá, outros!

Bem, não vou falar nada sobre os aspectos técnicos, acadêmicos-científicos que envolvem a Mimosa pudica (Reino: Plantae; Divisão: Magnoliophyta; Classe: Magnoliopsida; Ordem: Fabales; Família: Fabaceae; Subfamília: Mimosoideae; Gênero: Mimosa; Espécie: M. pudica. Nem pensar, são informações para mais de anos!

Qual é a minha questão? Se já parastes para observá-la? As plantas e tudo que delas advém são como as pessoas: estão postas na natureza com uma função.

Mas, não só observar pelo observar, isto pode nos fazer errar, a depender da perspectiva da observação. Eu diria que observar, pelo menos, de perto, de mais perto…quem sabe, um pouco mais perto…só mais um pouquinho! E, então, o que vês? Certamente, verás detalhes que o simples observar longínquo não permitirá que seja vejas.

Já usei esta fabaceae como elemento de ilustração para falar de pessoas “difíceis”, que se fecham e não permitem que os outros se aproximem. Usava a ilustração apenas a partir desta perspectiva do olhar longínquo, e é bem provável que a ilustração tenha ficado fora de foco.

Sobre o fechar da dormideira tem duas questões básicas: o como e o porquê; o processo e o motivo. Quanto ao como, é um processo bioquímico poderosíssimo, e dá para falar aqui porque deixaria o texto muito grande e perderia um pouco o meu foco (a reflexão). Quanto ao por que é bem simples e por um único motivo: proteger-se. Do toque, do sol e do vento. Mas, ela só se fecha se perceber que é um ataque em potencial.

É verdade que a dorme-dorme tem espinhos afiadíssimos, é verdade que o seu consumo (especialmente pelo gado) pode causar graves intoxicação, é verdade que ela coloniza a área fácil e rapidamente, se não for controlada, sufocando mortalmente outras plantas. Enfim!

Bem! Se diagnosticares alguém como difícil, convido-te a pensares no processo e no motivo. Mas, não só isto, convido-te a um exercício ainda mais prazeroso: chegar mais perto para veres a beleza de perto. Já vistes uma flor de não-me-toques bem de perto, bem pertinho mesmo? Mas, também é verdade, que as abelhas adoram as suas flores! Recupero a memória de infância, lá em Codó, numa área chama “Fomento” onde havia uma grande planta de caju e manga! Era comum vermos o tapete de mimosa e o espetáculo produzido pelas abelhas.

Enfim, fica a pergunta: quais lições podemos tirar da mimosa pudica para a nossa vida relacional, seja na comunidade (igreja, escola, trabalho), seja para a vida conjugal?

A flor da mimosa pudica? Já observastes bem de pertinho (as vezes é preciso agachar-se e ficar rende ao chão). O filete é como um fino cordão de diamante. Olhaste para a antera da flor? Linda demais!

Pense nisto!

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