Reflexões Existenciais

Floresça onde for possível

Vivemos em uma sociedade onde competição gratuita  e insana tem sido lavada as últimas consequências: o atentado contra a vida. Confundem a competitividade, como processo natural do amadurecimento e conquistas, com a insanidade de ter pelo ter, sem nenhum compromisso consigo mesmo e com o outro.

Eu e Suely recebemos uma das suas irmãs e o esposo, aqui em Gravatá (PE), para três dias de visita. E quiseram conhecer uma das áreas rurais, onde existe as plantações de flores. Conhecemos uma plantação de  crisântemo, de dona Jura, uma senhora simpática, acolhedora, que nos deu uma aula sobre a cadeia produtiva deste tipo de flor.

Na ida – o motivo do tema deste post – avistávamos, com frequência, um tipo de planta que chamava atenção pela sua singularidade: não tinha folhas, apenas a flor. Até que paramos e eu tive que registrar em imagens (a imagem do post).

Ainda não sei qual o nome (família/espécie), alguém nos disse que é um tipo de “Lírio do Deserto”, mas não estou seguro!

Mas, então, qual a mensagem? O lugar onde ela floresceu: à beira da estrada. Ali, sozinho, mas não solitária: em flores! Mesmo sem folhas, as suas flores são a sua beleza. É extremamente frágil, o seu pendão é oco. A minha cunha queria levar uma muda, percebemos que ela germina por “batatas-raiz”, e são profundas, não estávamos com ferramentas para isto; na tentativa conseguir uma muda, quebramos. Trouxemos para casa, com apenas três flores abertas; hoje, fora da terra, ornamentando a mesa (e a nossa vaidade), abriu mais uma flor, e ainda tem uma por abrir! Sei que ela secará…Mas, levo comigo a lição: florescer onde estou plantado, ser que eu sou, não importa que são os caminhantes.

Você não pode copiar o conteúdo desta página