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Missio Dei

Cuidado Integral: CI-‘o’-MI

A particularidade do Programa NEAPEM está no fato de seu foco ser o Cuidado Integral Com ‘o’ Ministro(a)[1]. Devo justificar isto de forma bem prática e simples, com a seguinte fórmula: CI-‘o’-MI. SO conceitos que estão relacionados ao CI-‘o’-MI, sobre os quais estou a contribuir com a minha percepção e discurso sobre o assunto, nos últimos anos. Desta forma penso que é uma insânia pensar a Missão, tendo no seu cerne o Cuidado Integral do Ministro, sob qualquer aspecto, se em primeiro lugar não estiver a PESSOA, enquanto agente humano. Por conta disto, este assunto estou a trabalhar num projeto editorial intitulado “Missio Dei: Referenciais em João Batista” (Prelo, 2019; edição 2020); desta forma, esta fórmula (CI-‘o’-MI ) vai nortear o referido livro, articulada com conceitos como Missio Dei, Ato Missional, Evangelho da Paz, Ordem do Messianato, Boas Novas, etc. Estes conceitos se relacionam com o Cuidado Integral do(a) Ministro(a), e neste caso para nós, mais focal ainda, com o CI-‘o’-MI.

O que é o Cuidado Integral do(a) (para nós CI-‘o’-MI ) ministro(a)? É um processo, uma estrutura, um Caminhar. Assim, convido o nobre leitor a estar atento ao espírito da coisa. Por exemplo, todo o processo envolve os “escolhidos”. Existe um sobestar existencial, histórico, vivencial, temporal, que olha para a PESSOA escolhida? Ou existe apenas um Deus soberano que vai lá diz: vem tu? Bem, não creio que seja desta forma, de um apenas um Soberano Deus, apenas, absolutamente. Creio, pois, certamente, que existe um assentamento; um olhar circunstancial dentro da sua dimensão histórica onde sujeito é visto a partir da sua individuação; dentro do mundo das suas dúvidas, dos seus afogamentos no “eu-não-sei”, muitas vezes; do seu quase morrer no rio do tempo. Isto, a partir da nossa reflexão, é onde pensamos existir a dinâmica do CI-‘o’-MI. É neste homem-humano que opera a maravilhosa Graça. Esta Graça não opera em anjos!

A Bíblia diz em muitos lugares da forma como Deus faz o seu chamado para com os seus servos. Ainda que o texto nos indique que sempre há uma iniciativa divina nesta escolha, havemos de perceber que este chamado leva em consideração a dimensão existencial daquele que foi chamado. E esta dimensão, certamente, sempre foi e sempre será a condição de ser humano. Deus, não concedeu aos anjos[2] o privilégio destes anunciarem as Boas Novas de Paz, coisa que eles anelaram, mas deu aos homens. E só é possível anunciar o evangelho se, sob a dependência e vivência com o Espírito Santo, anunciarmos o evangelho apenas na nossa condição de humanos. Evangelho é de humanos para humanos.

Mas tu, ó Israel, servo meu; tu Jacó, a quem escolhi, descendência de Abraão, meu amigo; tu, a quem tirei dos confins da terra, chamei desde os seus cantos e te disse: Tu és o meu servo, Eu te escolhi e não te rejeitei; por isso não temas, porque estou contigo; não te assustes, porque sou o teu Deus; Eu te fortaleço, ajudo e sustento com a mão direita da minha justiça. (Isaías 41:8-10).


[1][1] Por uma questão de interesse e objetivo semiótico, ao referir-me ao Cuidado Integral Com o Missionário, assumimos esta fórmula: CI-‘o’-MI, como identidade discursiva e ministerial. Eu assumo esta fórmula estilística para referir-me ao cuidado integral com “o” missionário.

[2][2] 1 Pedro 1:12.

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