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Reflexões Existenciais,  Textos

Asinidade: a nossa humanidade

Nós, seres humanos, nos gabamos na nossa razão: somos humanos por sermos reacionais. Será? O que caracteriza uma racionalidade? A mera habilidade de raciocinar? Criar máquinas, engenharias complexas, tecnologias? A inteligência? Descobertas astronômicas? Enfim! Uma quase infinita possibilidade deste ser, tão singular, complexo; mas, ao mesmo tempo, tão absurdamente revertido de uma asinidade sem limites.

Asinidade (poderia ser “asnidade, mas asinidade parece soar melhor), é a nossa capacidade de fazer coisas que a razão não explica. Podemos pensar em asinidade administrativa, educacional, estratégicas, religiosa, enfim. Mas, pense, cá pra nós, asinidade, burrice mesmo é machucar a pessoa amada; a pessoa que por muitas vezes fizemos incontáveis juras de amor, amor eterno, oferecemos flores, fazemos poesia, cantamos canções de amor. E, no momento, em meio a um ataque asno, falamos as coisas mais absurdas, gritamos, xingamos, expulsamos, matamos, morremos. Mas, por que somos capazes de tão grandes asneiras? Exatamente pelo fato de sermos racionais. Só os racionais dizem amar, num momento, e, em outro, desprezar. Diz ter saudade, e, depois, se faz indiferente na nulidade da expressão quando se quer apenas uma aceno.

Mas, então, é uma deselegância usar asinidade, como referência comportamental tendo o asno como elemento referenciador desta substantivação. Assim, o ser humano, nas suas formas paradoxais de se comportar, assim o faz, exatamente pelo fato de ser humano. Se existe, então, asinidade, é na condição humana de ser que se manifesta.

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