Reflexões Sociais,  Textos

Crítica versus Opinião: A Paranoia nas Redes Sociais.

Não estou certo que exista “crítica construtiva e destrutiva“. Estou propenso a pensar que haja crítica honesta e crítica desonesta. Visto que, ao que penso, uma crítica pode ser totalmente discordante, se ela se funda na honestidade dos CRITÉRIOS, ela cumpre o seu papel.

No âmbito, portanto, do conceito CRÍTICA, tenho a sensação que o uso do termo “destrutivo” quer apenas sobrepor a imposição do: “você não pode discordar de mim”; do mesmo posso dizer do termo “construtivo”, no sentido de dizer “obrigado por massagear o meu ego”.

Quanto ao mais, não se pode simplesmente aceitar as futilidades infundadas em nome de um tal “eu tenho direito de emitir opinião”.

Criticar é ter critérios. Por isto é preciso pensar muito além daquela definição por extensão informal: “apontar defeitos; dizer mal de (obra, alguém, costume etc.); depreciar, censurar”. O Aulete digital[1] apresenta sete definições para criticar: 1. Análise para avaliação qualitativa de algo: Resolveu submeter os originais à crítica do amigo. 2. Arte, faculdade ou atividade de apreciar e avaliar obra artística, científica etc. (crítica literária, crítica musical) [+ de, sobre : crítica de /sobre um livro.] 3. A expressão, ger. escrita, da crítica (2): O livro é uma compilação de críticas teatrais. 4. O conjunto daqueles que exercem a crítica: A crítica foi unânime: todos elogiaram a obra. 5. Pop. Avaliação desfavorável: Seu comportamento foi alvo da crítica de todos. [+ a, contra : crítica aos políticos: crítica contra os aumentos de impostos.] 6. Juízo criterioso: obra apreciada por uma crítica honesta. 7. Discussão de fatos e textos (esp. históricos) [F.: Do gr. kritiké, pelo lat. crítica (pl.) e pelo fr. critique.]

A pergunta é: sempre que fazes uma crítica, ela é feito sob critérios? Fundamentalmente, penso que, pelo menos dois critérios devam se levados em conta: 1) Que ao criticar, conheças a fundo o objeto da crítica; 2) Que ofereças alternativas no contexto geral e específico, para a manutenção e exclusão do objeto da crítico.

Assim, “criticar” pelo gosto em si de quem critica, é apenas mera opinião, e não nenhuma validade de sentido; embora uma boa opinião mereça ser levada em conta, e pessoas de bom senso devem emiti-las, todavia, não com base em pessoas ou coisas, mas única e exclusivamente a partir de si mesmo.

Bem! Agora imagine as redes sociais. Por isto eu prefiro um “discordante” honesto, que um “concordante” hipócrita. O discordante honesto te liberta, o concordante hipócrita te aprisiona.

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[1] http://www.aulete.com.br/critério

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