Psicologia

Autoajuda Versus Autossabotagem

Autoajuda Versus Autossabotagem: o paradoxo do politicamente correto.

O espírito do “politicamente correto” é perverso! Muito perverso! Uma das vozes deste espírito é aquela voltada contra a AUTOAJUDA. Já ouvi pessoas dizerem: “eu não leio livro de autoajuda”! O pior disto tudo é que estas pessoas não leem livro nenhum.

Pois bem, deixa eu ser bem focal, pois as pessoas não gostam de ler “posts” longos!

O “politicamente correto”, contra a autoajuda, é que, se alguém disse que ler autoajuda, ela é considerada uma pessoa incapaz de lidar com os seus próprios problemas, em suma, é uma “pessoa fracote”. Este “politicamente correto”, não é necessariamente, a posição de uma pessoa no exata momento de ser “contra a autoajuda”, mas um tipo Zeitgeist. Este é o perigo, pois, foi neste espírito que Demas embarcou: “tendo amado o mundo presente” 2 Timóteo 4:10) – αἰών – um viver em ciclo, saindo de um momento atual, numa sucessão de eventos, rumo à um tempo indefinido. Este é o espírito do politicamente correto.

Agora me digam: onde, em algum lugar do planeta, não existe a autoajuda? A sociedade só se mantém porque aspectos da autoajuda mantêm-se funcionais; quando a autoajuda deixar de funcionar a sociedade torna-se totalmente bestial.

Os “intelectuais” demonizaram, paradoxalmente, a autoajuda, usando o discurso que quem ler autoajudo é fraco, para sustentar a narcisismo que os mantêm no lugar de “gurus”. Simples assim!  Você não acha isto estranho?

Mas, vejam como vivemos de modismos! Agora o termo da vez, aceito por quase todos, inclusive pelos intelectuais, os grandes palestrantes (os chamados tops do Brasil), é Autossabotagem…Todos contra a AUTOSSABOTAGEM.

Sim, devemos evitar a autossabotagem! É o que dizem. Mas, pensem bem. Evitar a autossabotagem não é um ato de autoajuda? A não ser, que quem evita a autossabotagem em “ti” seja um “outro”. E se assim for, já não és uma PESSOA, mas objeto do outro (o “intelectual” que é contra autoajuda).

Quando você procura um médico – este auto em si mesmo – não é autoajuda? Confundir autoajuda com fraqueza é, no mínimo, ignorância.

Assim, fica o meu conselho: procure a autoajuda, pois, nada mais é que ajudar a si mesmo. Ao exercer a autoajuda, por tabela, evitarás a autossabotagem. Por fim, lembrando que autoajuda torna-se uma armadilha violenta quando descola para o outro (o terceiro), o sentido que a “autoajuda” estaria nele, ou seja, no exemplo do livro, como se autoajuda fosse o próprio livro, o livro em si; se alguém, ao comprar um livro, tem esta percepção, ele não preciso de um livro, mas de um(a) psicólogo(a), urgentemente!

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