Reflexões existenciais

O amor não é fixo.

A amor não é fixo, porque ele acontece no ambiente; um ambiente que se transforma diariamente. E quando falo de ambiente estou pensando estritamente em ambiente-pessoa, embora se manifeste na sua forma ecológica. Mas, ainda assim é preciso dizer que esta ecologia é a do animal humano. Por isto é simples impossível pensar o amor com algo fixo. O amor vem e vai, acontece e deixa de ser. Portanto, relações podem começar com um “eu te amo”, e terminar com um “eu te odeio”. Isto acontece porque o amor não é fixo, porque são seres humanos que dizem “eu te amo”, e, possível e potencialmente podem dizer: “eu te odeio”.

Como tenho trabalhado ao longo da minha vida com a tese que amar é comportamento, devo dizer aqui que o amar não é fixo, pois, a expressão da relação, muitas vezes ditas ser sentimento, precisa de Atos de Significados. São os Atos de Significados que manifesta o sentido do dizer “te amo”. Dizer te amo sem expressão de sentido construída na dinâmica do relacionamento, não passa de uma grande hipocrisia.

Mas em o amar não ser fixo constitui-se o nosso salvo conduto relacional, pois, se o amar fosse fixo ter-se-ia estabelecido a lei do mais forte. Sem a mobilidade do amar, alguém seria sempre caçador e o outra seria SEMPRE presa. O mais forte sempre prevalecia. A mobilidade do amar – o amor não é fixo – é o fator que coloca “fortes” e “fracos” na mesma perspectiva de sobrevivência, pois, nos processos relacionais não é uma questão de ser forte ou fraco, mas, fundamentalmente, uma questão de sentido e significado.

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Desculpa! Mas, escrever este texto deu trabalho!