Expressões de espiritualidade,  Recorte de livros meus

Economia da Religião

A Economia da Religião segue a lei global do mercado: oferta e procura. No Brasil foi criado um “outro evangelho”, alheio ao Evangelho bíblico. Este “outro evangelho”, desde sempre rejeitado pelo apóstolo Paulo, ainda que fosse pregado por um anjo (Gálatas 1:8), mantém a sua característica fútil do tempo do apóstolo: ser agradável às pessoas.

De forma alguma estou a defender a má educação na exposição da Palavra, estou a dizer que a Palavra de Deus não se curva a vontade pessoal de ninguém. No ser humano a Palavra de Deus é o que é: se precisar ser martelo que esmiúça a pedra, será (Jeremias 23:29). Este “outro evangelho” é apelo de uma massa preguiçosa que não ler a Bíblia e não ora, que quer tudo pronto; querem frases de efeito, palavras que sejam convenientes aos seus desejos carnais.

A todos que querem comida mastigada, uma palavra: estão a engolir saliva purulenta, deste “outro evangelho” que é triturado em bocas cancerosas, e leva no seu conteúdo o pus fétido do pecado, que, embora regado a olores artificiais que são agradáveis, tem infectado mortalmente milhões de vida. Para as infecções provocadas pelo pus deste “outro evangelho”, somente o Evangelho Bíblico regado e servido com Bálsamo de Gileade: “Não há bálsamo em Gileade? Não há médico? Por que será, então, que não há sinal de melhora e cura para a enfermidade de meu povo?” (Jeremias 8:22) Que Deus nos ajude!


(no livro Epithymia Entre o Gospel e o Evangelho)

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Desculpa! Mas, escrever este texto deu trabalho!