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“Expresso do amanhã”: o trem da pandemia do COVID19

A nossa vivência com a pandemia e todos os seus desdobramentos talvez ainda não tenha sido suficientemente forte para nos fazer entender o sentido da vida. Digo isto por perceber quão insana é a obsessão pelo poder político, a ponto de chegar a um grau animalesco da politização da doença provocada pelo COVID19; como as pessoas julgam ter direito de fazer festas particulares regadas a drogas e álcool, enquanto o mundo roga que se mantenha os protocolos de distanciamento social; como governadores e prefeitos são tão perversos que usam todos os meios para levar vantagens pessoais da tragédia humanitária provocado pela pandemia.

Em futuro distópico, o filme “expresso do amanhã” [e tem um série com o mesmo título] é uma metáfora que fala do que resta da humanidade depois de uma experiência científica [sempre ela] fracassada que, na tentativa de deter o aquecimento global, termina por provocar uma nova era glacial. Assim, o que restou da humanidade, vive dentro de um trem, em que os vagões representam as classe sociais; este trem não para.

Estamos no trem da pandemia do COVID19. Como no expresso do amanhã, desde o início da pandemia, é possível perceber as janelas de cada vagão deste trem. Não tenho tempo nem paciência para analisar aqui estes vagões, mas, repito, deste o início eles existem. Cientistas. Políticos. Religiosos. Juristas. Empresários. Trabalhadores.

Só para sinalizar, os últimos dias tem sido frequente as reportagens que falam sobre a investida de hospitais particulares e empresas do setor privado que querem fazer a compra de lotes de vacinas fora do programa nacional de imunização. O que isto significa? A perpetuação da miséria mantida pelos privilégio dos poucos afortunados do mundo.

Mas acredito que, de alguma forma, os miseráveis possam insurgirem, alcançando a casa de força, expondo a todos, de igual modo, à força da natureza lá fora.

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Desculpa! Mas, escrever este texto deu trabalho!