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Ninguém deve ter medo de suas carências.

Ninguém deve ter medo de suas carências, pois, elas são as denúncias mais racionais da nossa condição de ser-para-morte! E estas denúncias sempre estarão nos dizendo que necessitamos de alguém para amar e para ser amado. Seja em qualquer expressão do dizer do amor: Ágape; Eros; Philia; Storge; Philautia; Pragma; Ludus.

A nossa carência é uma condição essencial da nossa existência; negar esta condição é comprometer a nossa sanidade. Quando negamos, nos expomos aos extremos da relação, quer pela via da obsessão, quer pela via da dependência.

Assim, carência não deve ser confundido nem com obsessão, nem com dependência. Carência é apenas um chamado. Penso que a grande questão seja a quem estamos chamando, quando estamos chamando. Todo chamado preciso ter um destino, um encaminhamento; precisa ter um lugar de recepção. Já estou falando de amar na sua forma de Atos de Significados.

Na minha opinião, o que precisamos é entender que há uma diferença entre amar a pessoa e amar uma ou algumas características da pessoa. Quando se ama apenas uma ou algumas características da pessoa, sempre haverá decepção; quando se ama a pessoa sempre haverá superação.

As características tender a ser estáticas; a pessoa em si tende a ser estética. Assim, as características tendem a ser imóveis, não aceitam transformações, muito menos opiniões; já a estética é a possibilidade da transformação, pois, o belo é percepção, é permissão. Assim, amar é permitir.

Quem foca características busca uma RAZÃO para amar; quem ama a pessoa, apenas ama. Quem busca características, buscam alegria para si; quem ama, tem a alegria em si. Em busca características acha que nunca pode sentir-se triste; quem ama, sabe que a tristeza é uma forma de reconhecer a sua alegria.

Não tenha medo das tuas carências, só ame e tuas carências serão apenas uma forma de dizer da tua humanidade.

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Desculpa! Mas, escrever este texto deu trabalho!