News,  Reflexões existenciais

Os adornos da nossa existência

Em Ortodoxia, de G.K Chesterton -, ele tem uma afirmação que considerando muito boa, sempre oportuna para as coisas, sejam elas quaisquer que sejam.

Falando sobre a relação entre o otimismo e o pessimismo, diz Chesterton que:

a questão não é se o mundo é triste demais para ser amado ou alegre demais para não ser; a questão é que, quando se ama alguma coisa, a sua alegria é a razão para amá-la, e a sua tristeza é a razão para amá-la ainda mais…” e ele ilustra esta postura dizendo que a “a decoração não se destina a esconder coisas horríveis; mas a enfeitar coisas já adoráveis“.

Sei que na vida de todos nossos há coisas “horríveis” – das simples até aqueles que são avassaladoras – todavia, na decoração da nossa existência não devemos buscar os adornos para esconder estas coisas “horríveis”, os adornos são, como diz o escritor, são para enfeitar as coisas já adoráveis.

A pergunta que fica é, então: consegues perceber se jaz em ti coisas adoráveis que precisam ser adornadas? Esta pergunta não pode ser respondida por terceiros; a resposta para esta questão não jaz no psicologismo, subjetivismo ou mentalismo; ou ainda em processos de espiritualização inócua e inconsequente; buscas estas que são todas engessadas, pois, terminam querer encontrar “traumas”, que pode ser reais e até justificáveis, todavia, não são em si mesmos a determinação da nossa condição no presente. A determinação do nosso presente é o próprio presente. Então, volta a pergunta: consegues perceber se já em ti coisas adoráveis que precisam ser adornadas?

ASSIM, se amo na tua alegria, e na tua tristeza que o amor da alegria não vai embora, pelo contrário, o amor da alegria é a razão pela qual é possível sustentar o amor na tristeza. Continue a sua caminhada…uma pessoa não é amada por ser feliz, uma pessoa é feliz por ser amada.

Então, volta a pergunta: consegues perceber se jaz em ti coisas adoráveis que precisam ser adornadas?

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Desculpa! Mas, escrever este texto deu trabalho!