• Expressão de Espiritualidade

    Mercadores da Fé

    Hebreus 11 não existe na “Bíblia” dos Mercadores da Fé. Eles criaram a mais perversa forma de se relacionarem com a simplicidade do Evangelho: que vida de sucesso é aquela que é isenta de sofrimento. O sofrimento é inerente a condição existencial do ser humano, independentemente, de ser rico ou pobre, branco ou preto, índio ou cigano, crente ou ateu… Eles são carismáticos, boa pinta, falam bem, têm largo sorriso, cativam com fina sutileza…mas são implacáveis: o Dr. Hannibal Lecter é fichinha perto da perversidade destes sujeitos! São calvinistas, arminianos, batistas, presbiterianos, luteranos, metodistas, assembleianos, anglicanos, congregacionais, episcopais; são criacionistas, darwinianos, cessacionistas, continuístas, tribulacionistas,  pré-tribulacionismo, média-tribulacionistas, pós-tribulacionismo; são Pré-milenistas, milenistas,…

  • Reflexões Sociais,  Textos

    Começa a faltar o bom senso para alguns que se dizem crentes.

    Em texto anterior sobre os crentes no Facebook, sobre o fato de que, redes sociais, alguns crentes são os maiores divulgadores do movimento GLS e afins. Certamente, nem todos concordaram com a nota, outros não entenderam bem, enfim, é da nossa natureza humana. Quero insistir em tocar neste assunto. A questão central está fora de foco. A questão central é que, como crentes, NÃO CONCORDAMOS com a prática homossexual. Ponto! Destarte, podemos até dizer, veja bem, até dizer, que não ACEITAMOS. Mas, ao dizer que não aceita já se começa a enviesar o entendimento da coisa. Pois, de alguma forma, o não aceitar vai implicar no IMPEDIMENTO. E aqui está…

  • Reflexões Existenciais,  Textos

    Asinidade: a nossa humanidade

    Nós, seres humanos, nos gabamos na nossa razão: somos humanos por sermos reacionais. Será? O que caracteriza uma racionalidade? A mera habilidade de raciocinar? Criar máquinas, engenharias complexas, tecnologias? A inteligência? Descobertas astronômicas? Enfim! Uma quase infinita possibilidade deste ser, tão singular, complexo; mas, ao mesmo tempo, tão absurdamente revertido de uma asinidade sem limites. Asinidade (poderia ser “asnidade, mas asinidade parece soar melhor), é a nossa capacidade de fazer coisas que a razão não explica. Podemos pensar em asinidade administrativa, educacional, estratégicas, religiosa, enfim. Mas, pense, cá pra nós, asinidade, burrice mesmo é machucar a pessoa amada; a pessoa que por muitas vezes fizemos incontáveis juras de amor, amor…

  • Reflexões Sociais,  Textos

    Amigos, não

    Depois de ter visto umas das séries que mais gosto – criminal minds – na velha mania de não desligar logo a TV, mudei de canal. Logo entrou um comercial de uma operadora de telefonia móvel. O comercial mostra uma promoção, e tal… Depois do personagem-empresa apresentar as vantagens do plano, então, o personagem, que representa o consumidor, diz: “Então vou avisar todo mundo”, ato contínuo, o outro personagem, representando a empresa, diz: “Os amigos?”. O personagem-consumidor, diz: “Não, meus seguidores”. Fiquei pensando sobre o comercial, e aqui estou, postando! Parece-me que, ter seguidores, aos milhares, é um reforço à demanda da necessidade de afirmação no cenário da nova ordem…

  • Educação,  Textos

    O que você sugere para melhorar a Educação Brasileira?

    Antes de tudo, convém uma pergunta básica: o que educação?  Se fossemos fazer um passeio pelas páginas dos grandes vultos no assunto, teríamos aqui para mais de milhares de definições. Porém, este não é caso! Pensando de forma objetiva, diríamos que educação é todo e qualquer processo que resgate no indivíduo o significado de ser humano. Não humano quanto ao contingente, mas humano no sentido das relações, onde os limites de cada um enquanto sujeitos intersubjetivos fossem clara e devidamente demarcados e respeitados. Educação é um processo intermitente do ato de viver! Educação não é simplesmente o aletramento. Não deve ser um mero discurso com objetivos de aflorar a auto-estima:…

  • Reflexões Sociais,  Textos

    Sempre que Chove

    Sempre que tem grande chuvas, que provam o caos nas grandes cidades, e, os já conhecidos “deslizamentos” de terra, começa as especulações em todos os setores e em todos os sentidos. A mídia começa a informar a situação caótica que se abate sobre as cidades; e sempre o velho jargão sobre “as regiões mais atingidas pelo temporal”, e, como se sabe, parece ser sempre os de sempre. Mortos, milhares de desalojados e aos milhares de desabrigados. Os políticos dão entrevistas a todo o momento, fazem recomendações… A mídia entrevista todo tipo de gente: macumbeiros, meteorologistas, especialistas em hidrografia, em trânsito, em urbanização, em comportamento humano, etc, etc. Fico me perguntando…

  • Reflexões Existenciais,  Textos

    Sonhar Contigo

    Hoje acordei pensando fortemente em sonhos, talvez pelo fato de ter esquecido os sonhos da noite, mesmo sabendo que os tive. E que de alguma forma me falavam de presença, de pessoas. E escrever agora sobre eles, talvez seja uma compensação insciente, na tentativa de recuperá-los. Então, pensei, e nem sei se ainda sonho, mesmo estando consciente que estou diante do computador e digito este texto, em dizer alguma coisa obre sonhos. Ora, se sonhos são restos diurnos e expressão de um desejo inconsciente, devo pensar, então, que o sonho não é um fenômeno por si só; sendo resto diurno e expressão de um desejo inconsciente, ele, pois, se constrói…

  • Educação,  Textos

    Educando em Comunhão

    A frase-tópico “os homens também se educam em comunhão”[1], de Paulo Freire, no que diz respeito à essência episteme(epist´hme) do termo comunhão, divulgado, burilado e revestido de uma linguagem educacional pelo aclamado (pela esquerda) professor, pertence ao cristianismo do primeiro século da nossa era. A igreja primitiva cresceu sob a égide da “doutrina dos apóstolos, da comunhão, do partir do pão e das orações” (At.2:42). A palavra comunhão, vem do grego koinonia (koinonia), é derivado de koinê (koinh) que significa comum. Comum, neste caso da relação com koinonia, significa “pertencente a todos ou a muitos”. Veja que coisa linda, é a composição da palavra comum: com-um. Ou seja, é sempre…

  • Reflexões Sociais,  Textos

    La casa de papel: a ilusão do mal benéfico

    La casa de papel: a ilusão do mal benéfico. É inegável a excelência cinematográfica da série “La Casa de Papel”. A série está de volta com a terceira temporada, com oito episódios. Sem entrar em detalhes sobre temporadas anteriores, e nem da atual, convém dizer que é muito claro o discurso político e todos os temas que o serpenteiam. Todavia, quero voltar a minha atenção a proposta do título deste post! Tanto nas temporadas anteriores, como nesta, fica claro o discurso que o mal pode ser benéfico, não importando, se os meios sejam inescrupulosos, que viole os princípios elementares do direito individual e coletivo. Existe um “cortina de fumaça”, sobre…

  • Reflexões Sociais,  Textos

    Crítica versus Opinião: A Paranoia nas Redes Sociais.

    Não estou certo que exista “crítica construtiva e destrutiva“. Estou propenso a pensar que haja crítica honesta e crítica desonesta. Visto que, ao que penso, uma crítica pode ser totalmente discordante, se ela se funda na honestidade dos CRITÉRIOS, ela cumpre o seu papel. No âmbito, portanto, do conceito CRÍTICA, tenho a sensação que o uso do termo “destrutivo” quer apenas sobrepor a imposição do: “você não pode discordar de mim”; do mesmo posso dizer do termo “construtivo”, no sentido de dizer “obrigado por massagear o meu ego”. Quanto ao mais, não se pode simplesmente aceitar as futilidades infundadas em nome de um tal “eu tenho direito de emitir opinião”.…