• No Prelo

    Mimosa pudica

    Mimosa pudica: possivelmente, se o leitor não for um botânico ou um profundo amante da natureza, e, sobretudo, daqueles que gostam de observar em detalhes, não saiba o que seja a Mimosa Pudica. Mas é possível que conheças alguns destes nomes: dorme-dorme, planta-sensitiva, dormideira, arranhadeira, caá-eó, erva-viva, iuquiri, junquer, juquiri, juquiri-rasteiro, malícia, malícia-das-mulheres, malícia-de-mulher, malícia-roxa, morre-joão, não-me-toques, vergonha, vergonhosa. E, quiçá, outros! Bem, não vou falar nada sobre os aspectos técnicos, acadêmicos-científicos que envolvem a Mimosa pudica (Reino: Plantae; Divisão: Magnoliophyta; Classe: Magnoliopsida; Ordem: Fabales; Família: Fabaceae; Subfamília: Mimosoideae; Gênero: Mimosa; Espécie: M. pudica. Nem pensar, são informações para mais de anos! Qual é a minha questão? Se já parastes para…

  • Livros,  No Prelo

    Morrer: O gozo da vida

    Olhando sob a perspectiva do que as coisas, os eventos, as manifestações culturais, as crenças significam para cada sujeito, o tema morte, especialmente ela, dentre todos os temas da vida humana, deve ser colocado na mão de cada um. Morrer é o nosso último ato culposo: fazemos as pessoas que nos amam se sentirem sós, as fazemos chorar. Mas, sobre o ponto de vista ontológico, para muitos, e eu creio assim, a morte não é o fim, é apenas o começo. Tendo a morte como começo, viver é um espetáculo, e morrer são os aplausos. A questão é que a nossa estrutura, na grande maioria das culturas, as nossas buscas…

  • No Prelo

    A semântica da religiosidade

    Sabemos que grupos sociais, quase sempre, formam guetos, nichos. E isto, inevitavelmente, faz surgir uma forma peculiar nas relações, na comunicação dentro do grupo. Observa-se, a olho nu, que na vida-moderna fluída, tem se firmado uma semântica religiosa. Semântica esta com uma capacidade de metamorfosear impressionante. Convém, todavia, salientar que existe uma diferença entre linguagem bíblica e semântica religiosa. A linguagem bíblica é aquilo que está estabelecida no contexto da ação bíblica, e com a qual nos identificamos em matéria de vida cristã. A semântica religiosa, é o uso de expressões e frases de efeitos como resultado da sugestão do pregador, num retorno aos ouvintes como pedido daquilo que eles…

  • Conjugalidade,  Livros,  Séries

    Um casamento não nasce flor

    Um casamento não nasce flor, ele surge a partir de dois ramos, um macho e uma fêmea. Para que o casamento se configure como flor, a flor da conjugalidade, formando uma identidade conjugal, estes dois ramos precisam florir, ou seja, precisam evoluir da condição de ramo para condição de flor, iniciando o processo como um botão floral. Um casamento só será fecundo, se seus atores estiverem dispostos a fecundar ou se deixarem fecundar. Caso contrário, serão estéreis afetivos por toda vida e nenhum casamento suporta uma esterilidade afetiva. O Espírito Santo é o polinizador das virtudes do relacionamento conjugal, mas, como na flor, ele precisa ser atraído para a parte…

  • Conjugalidade,  Livros,  Séries

    Identidade Conjugal

    Os dois indivíduos que compõe o casal continuam sendo pessoas individualizadas, pelo menos, é o que se espera. Todavia, o que se espera, na vivência relacional, é que estes dois indivíduos – macho e fêmea – assumam o projeto da conjugalidade. Este projeto da conjugalidade, é que a autora, anteriormente referida, chama de “identidade conjugal”. Portanto, em termos efetivos da dinâmica conjugal, não existe uma “unidade conjugal”, pois os sujeitos da relação sempre serão indivíduos; haverá sim, a construção da identidade conjugal, e, por assim dizer, uma identidade conjugal que sempre refletirá os aspectos da individualidade dos dois indivíduos da relação. A identidade conjugal nunca será alheia a individualidade, e,…

  • Conjugalidade,  Livros,  Séries

    Amar é sempre hoje

    Amar é sempre hoje, amanhã é só possibilidade! No relacionamento conjugal, não há espaço para analfabetismo amoroso, pois, AMAR SE APRENDE. Ninguém é indesculpável de “não amar”. Amar é sempre possível! Aos analfabetos do relacionamento amoroso devo dizer: amar se aprende. E aos analfabetos funcionais do relacionamento amoroso, digo: amor não se sente, amor se faz! Por isto, quer aos analfabetos de fato, quer aos funcionais, alerto: ainda há tempo de aprender a amar. Diante disso, devo ainda dizer que não se ama por milagre, mas quando se aprende a amar, como uma construção dia a dia, momento a momento, o amar faz milagres. O amar transforma vidas, transforma situações.…

  • Livros,  No Prelo

    Missio Dei – João Batista

    O que é Missio Dei? Em linhas gerais é a Missão de Deus, ou “o envio de Deus”. Embora, em termos práticos, seja hoje um conceito de domínio público, os especialistas marcam, historicamente, o ano de 1943, quando Karl Hartenstein, um missiólogo alemão, cunhou a frase em resposta a Karl Barth; mas foi Georg Vicedom, teólogo luterano, que durante a Willingen conference of the International Missionary Council (IMC), em 1952, quem desenvolveu, teologicamente, o conceito. Deste da metade do século 20, o termo passou configurar no contexto da Teologia de Missões e da própria missiologia, como um conceito-chave. Dentre tantos autores que fazem uso do termo, quero fazer menção de…

  • Livros,  No Prelo

    Consumidores de Oráculos

    Todos nós, seres humanos, em grande medida, não consumimos por necessidade, mas por demanda. Somos consumidores fabricados! Os especialistas em psicologia da propaganda têm uma máxima infalível: Se oferece ao público apenas o que ele quer consumir. Da quantidade de roupas, sapatos, celulares, carros, perfumes, até gêneros alimentícios que, muitas vezes, estragam no armário, pois a nossa necessidade não foi suficiente para consume-lo, apenas a demanda foi suficiente para comprar. Roupas que, muitas vezes, a única vez que usamos é quando provamos na loja…enfim! Todavia, na perspectiva dos consumidores de oráculos, a questão torna-se essencialmente delicada, pois o consumo passa pela autorização profética de outro! Oráculo, num sentido amplo, pode…

  • Livros,  Trilogias

    Perdão

    (No livro Porque José Chorou) Uma lista compilada por uma empresa britânica com as opiniões de mil tradutores profissionais coloca a palavra “saudade”, em português, como a sétima mais difícil do mundo para se traduzir. A relação da empresa Today Translations é encabeçada por uma palavra do idioma africano Tshiluba, falando no sudoeste da República Democrática do Congo: “ilunga”. “Ilunga” significa “uma pessoa que está disposta a perdoar qualquer maltrato pela primeira vez, a tolerar o mesmo pela segunda vez, mas nunca pela terceira vez”. O que a Bíblia diz sobre o assunto? Jesus falando aos seus discípulos sobre a necessidade de perdoar, é interrogado por Pedro: “Senhor, até quantas…

  • Devocionais,  Livros

    Lázaro: O Código!

    Lázaro ficou enfermo, Marta e Maria mandam uma mensagem para Jesus, dizendo: “aquele que tu amas está enfermo”. Nesta família Lázaro representava a “força”, além disto, representava a família nos aspectos que, no contexto daquela cultura, demandavam a masculinidade. Para esta família, Lázaro é um símbolo muito especial. Para aquelas duas mulheres, perder este referencial foi muito angustiante, como o é a perda de um familiar, sobretudo, aquele de grande proximidade. Dor é a palavra! Como se sabe, as pessoas reagem de formas diferentes diante de perda ou da ameaça da perda! Neste sentido, Bousso (2008) afirma que: O impacto perturbador da morte ou da ameaça de perda sobre o…

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